Agilidade ou velocidade, qual é o mais importante? Para ajudar a te responder essa pergunta, vou fazer uma provocação: quem ganha uma prova de Fórmula 1? O piloto que atinge a maior velocidade máxima ou o piloto com as habilidades mais equilibradas, como frenagem, traçado da pista e mudança de direção? Além dessa pergunta, deixe-me fazer outra: em uma pista cheia de curvas, o que é mais importante? A velocidade máxima ou a aceleração?

A importância de um direcionamento

Na F1 assim como nas empresas, precisamos de direção e adaptabilidade para termos sucesso. Podemos ter o melhor piloto do mundo, mas se ele não souber onde precisa chegar e qual caminho irá percorrer para conseguir, os resultados não virão.

Traduzindo isso para o mundo empresarial, isso quer dizer que a velocidade máxima de execução dos seus times não é o que mais importa para atingir resultados. Assim como em uma pista de corrida, o caminho para atingir seus objetivos é cheio de mudanças de direção. Sendo assim, é de extrema importância ter a linha de chegada clara, assim como conhecer a “pista” que se está correndo, por isso é fundamental ter em mente e saber direcionar suas OKRs.

No nosso último texto falamos sobre como escalamos o Scrum para utilizar em todos os times da empresa, mas nossa mudança cultural não parou por aí. Tínhamos melhorado nossa capacidade de execução (melhorando assim nossa velocidade assim como aceleração), mas ainda não tínhamos uma direção clara.

Percebendo essa necessidade, começamos a estudar mais sobre gestão estratégica, definição de metas, KPIs e temas que achávamos que poderiam nos ajudar a definir essa direção. Nessa pesquisa encontramos a metodologia de gestão estratégica usada por uma grande parcela das maiores e mais inovadoras empresas do mundo, como Microsoft, Amazon, Apple, Google e Facebook, a metodologia OKR.

Aprendendo a direcionar OKRs

Já falamos em nosso blog sobre as vantagens de se utilizar essa metodologia, fizemos um guia teórico sobre a metodologia e também um guia prático de como utilizá-la em sua empresa. Mas como isso começou lá atrás?

Logo após descobrirmos essa metodologia pelas nossas pesquisas, nos animamos e decidimos começar a utilizá-la imediatamente. Primeiro reunimos o corpo diretor e definimos quais seriam os objetivos e resultados-chave da empresa como um todo. Quando ficamos satisfeitos com os resultados disso, nos juntamos com os líderes de cada time para definir como aquele time poderia ajudar nos resultados da empresa, e assim começamos a montar e direcionar seus OKRs. Assim que terminamos essa definição, partimos para nosso primeiro ciclo. Três meses de coleta de dados, análise e resolução de problemas focados em atingir nossos OKRs.

Eu poderia falar que foi fácil e que tudo deu certo, mas estaria mentindo. Nenhum de nós tinha experiência prática para direcionar nossas OKRs e até nosso conhecimento teórico era extremamente limitado. Obviamente cometemos diversos erros, mas percebemos que, com os Objetivos e Resultados-Chave bem direcionados e claros para todos na empresa, cada time estava trabalhando mais focado, pois sabiam o que queriam atingir a cada tarefa realizada.

Nosso aprendizado

Mesmo começando com inúmeros erros, a dinâmica da empresa tinha melhorado. O simples fato de termos definido onde queríamos chegar em um período de tempo pré-estabelecido e comunicado para o time quais seriam as métricas que guiariam se estávamos chegando lá, fez com que a linha de chegada ficasse clara, assim como o traçado da pista.

Agilidade ou velocidade? Decidimos que no cenário extremamente incerto que vivíamos, era mais importante sermos ágeis do que focar somente na velocidade. Se tivéssemos focado somente na velocidade, conseguiríamos executar as tarefas rapidamente? Sim. Mas não saberíamos se elas estavam realmente nos levando na direção que queríamos.

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